terça-feira, 6 de março de 2012

Revolta da Chibata

A revolta da chibata foi um importante movimento social no inicio do seculo XX na cidade do Rio de Janeiro. Começou dia 22 de novembro de 1910.
Foi nesse período que os marinheiros eram punidos com castigo físicos, as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas. Esta situação gerou uma revolta entre os marinheiros.
Então a revolta foi, digamos o ''auge'' quando um marinheiro chamado Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da marinha.
O navio estava indo para o Rio de Janeiro e a punição ocorreu na presença de todos marinheiros, o motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais trés oficias.
O líder da revolta foi : João Cândido Felisberto , redigiu a carta de reivindicando o fim dos castigos físicos, melhoria na alimençao e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não cumprissem as revindicações os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro. 

Muitas coisas aconteceram como a Chamada Segunda Revolta isso ocorreu no dia  27 de novembro de 1910, O ministro Marques de Leão ele ordenou que os marinheiros entregassem  as culatras dos canhões, mas se tudo iria voltar ao normal não ha o porque de desarma os navios, isso foi um sinal que o governo não tinha mais confiança nos marinheiros, mesmo sendo anistiado. Mas mesmo assim os marinheiros não viram nada andar para a normalidade obedeciam as ordens mais percebiam desgostosos oficias.
E também havia boatos de fontes incertas que se estava planejando uma segunda revolta em outros boatos dizia que o Exercito estava planejando vinganças para com os marinheiros que deixaram o governo de joelhos.
A marinha pediu a João Cândido entregasse 25 nomes de companheiros ''inconvenientes à disciplina" para serem expulsos pelo decreto que quebrou a anistia. As coisas começou a ficar meio difícil entre os rebeldes que participaram das mortes dos oficias e de João Cândido. 
Depois disso começou acontecer muitas coisas como: 
  1. No dia 2 de dezembro foram expulsos 8 marinheiros do Minas Gerais, entre eles o assassino de  Batistas das Neves,  João José do Nascimento, e oito marinheiros do navio São Paulo. 
  2. No dia 4 de dezembro, quatro marujos foram presos, foi acusado de conspiração.
  3. As expulsões, as prisões, os boatos, as provocações só fizeram piorar a difícil tarefa da volta à normalidade. Oficiais condenaram na imprensa o perdão dado pelo governo a "matadores de oficiais". 
No congresso , os parlamentares achava que ''A Segunda revolta '' foi encomendada ou planejada pelo governo Federal (Presidente, Marinha, Exército e simpatizantes no Congresso) pois foi o Governo que foi mais beneficiados, com o estado de sitio, permitiu excluir 2.000 marinheiros (eram 2379 os revoltados) e matar um numero desconhecido de marinheiros mas aproximado de 2 centenas e também afastar adversários políticos que ficavam do lado da anistia dos marinheiros , como o candidato a presidência derrotado, Rui Barbosa. 
Apesar de se declarar contra a revolta e até mesmo atirar contra fuzileiros, companheiros da marinha , para provar lealdade ao Governo Federal que tinha dado Anistia e garantido o fim da chibata, João Cândito foi preso e expulso da marinha junto aos detidos na Ilha das Cobras, foram recolhidos na cela n°5 escavada na rocha viva, ali foi jogado cal virgem na véspera de natal 24 de dezembro de 1910.Após 24 horas apenas João Cândido e o soldado naval João Avelino  conhecido como "Pau de Lira" ficaram vivos. 205 marinheiros foram enviados para trabalhos forçados no seringal da Amazônia , e 9 deles foram fuzilados no caminho.
O Almirante Negro , como foi reconhecido pela imprensa um dos sobreviventes da ilha das cobras, foi internado no hospital dos Alienados  em Abril de 1911, como louco e indigente, e mais noves companheiros  só seriam julgados de 2 anos em 1 de dezembro de 1912

Ah quase esqueci de comentar também que e24 de julho de 2008, através da publicação da Lei Federal nº 11.756/2008 no Diário Oficial da União, foi concedida anistia a João Cândido Felisberto, e aos demais participantes do movimento, entretanto, a reparação financeira às duas únicas famílias que se apresentaram foi vetada pelo governo.     

                                                                                    Alunos: Helio pedro de paula Jr. 
                                                                                                Gabriel Cardoso Borges
                                                                                                Stenfany Oliveira Silva
                                                                                   Jorge Luiz Gama Abrantes Jr.

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