Foi nesse período que os marinheiros eram punidos com castigo físicos, as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas. Esta situação gerou uma revolta entre os marinheiros.
Então a revolta foi, digamos o ''auge'' quando um marinheiro chamado Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da marinha.
O navio estava indo para o Rio de Janeiro e a punição ocorreu na presença de todos marinheiros, o motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais trés oficias.
O líder da revolta foi : João Cândido Felisberto , redigiu a carta de reivindicando o fim dos castigos físicos, melhoria na alimençao e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não cumprissem as revindicações os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro.
Muitas coisas aconteceram como a Chamada Segunda Revolta isso ocorreu no dia 27 de novembro de 1910, O ministro Marques de Leão ele ordenou que os marinheiros entregassem as culatras dos canhões, mas se tudo iria voltar ao normal não ha o porque de desarma os navios, isso foi um sinal que o governo não tinha mais confiança nos marinheiros, mesmo sendo anistiado. Mas mesmo assim os marinheiros não viram nada andar para a normalidade obedeciam as ordens mais percebiam desgostosos oficias.
E também havia boatos de fontes incertas que se estava planejando uma segunda revolta em outros boatos dizia que o Exercito estava planejando vinganças para com os marinheiros que deixaram o governo de joelhos.
A marinha pediu a João Cândido entregasse 25 nomes de companheiros ''inconvenientes à disciplina" para serem expulsos pelo decreto que quebrou a anistia. As coisas começou a ficar meio difícil entre os rebeldes que participaram das mortes dos oficias e de João Cândido.
Depois disso começou acontecer muitas coisas como:
- No dia 2 de dezembro foram expulsos 8 marinheiros do Minas Gerais, entre eles o assassino de Batistas das Neves, João José do Nascimento, e oito marinheiros do navio São Paulo.
- No dia 4 de dezembro, quatro marujos foram presos, foi acusado de conspiração.
- As expulsões, as prisões, os boatos, as provocações só fizeram piorar a difícil tarefa da volta à normalidade. Oficiais condenaram na imprensa o perdão dado pelo governo a "matadores de oficiais".
No congresso , os parlamentares achava que ''A Segunda revolta '' foi encomendada ou planejada pelo governo Federal (Presidente, Marinha, Exército e simpatizantes no Congresso) pois foi o Governo que foi mais beneficiados, com o estado de sitio, permitiu excluir 2.000 marinheiros (eram 2379 os revoltados) e matar um numero desconhecido de marinheiros mas aproximado de 2 centenas e também afastar adversários políticos que ficavam do lado da anistia dos marinheiros , como o candidato a presidência derrotado, Rui Barbosa.
Apesar de se declarar contra a revolta e até mesmo atirar contra fuzileiros, companheiros da marinha , para provar lealdade ao Governo Federal que tinha dado Anistia e garantido o fim da chibata, João Cândito foi preso e expulso da marinha junto aos detidos na Ilha das Cobras, foram recolhidos na cela n°5 escavada na rocha viva, ali foi jogado cal virgem na véspera de natal 24 de dezembro de 1910.Após 24 horas apenas João Cândido e o soldado naval João Avelino conhecido como "Pau de Lira" ficaram vivos. 205 marinheiros foram enviados para trabalhos forçados no seringal da Amazônia , e 9 deles foram fuzilados no caminho.
O Almirante Negro , como foi reconhecido pela imprensa um dos sobreviventes da ilha das cobras, foi internado no hospital dos Alienados em Abril de 1911, como louco e indigente, e mais noves companheiros só seriam julgados de 2 anos em 1 de dezembro de 1912.
Ah quase esqueci de comentar também que em 24 de julho de 2008, através da publicação da Lei Federal nº 11.756/2008 no Diário Oficial da União, foi concedida anistia a João Cândido Felisberto, e aos demais participantes do movimento, entretanto, a reparação financeira às duas únicas famílias que se apresentaram foi vetada pelo governo.
Alunos: Helio pedro de paula Jr.
Gabriel Cardoso Borges
Stenfany Oliveira Silva
Jorge Luiz Gama Abrantes Jr.

